Para continuar a tradição antiga de “dicionários” (iniciada com o dicionário de SPAM), aí vai mais um dicionário. Desta vez, vamos ver como entender o que o CEO fala:
- A gente decidiu continuar como empresa grande (”por mais que a gente tentou, todos os nossos projetos de crescer falharam”)
- Estamos conversando com diversos patrocinadores (”nenhum dos que a gente conversou quer dar $$$ para nós)
- E quando a gente se tornar o novo Google (”Os meus sonhos eróticos foram trocados por essa frase”)
- O ano que vem será decisivo (”Estamos falando isso faz 5 anos, uma hora tem que dar certo!”)
- Estamos pensando vender a empresa por 100 milhões (”Os outros conseguiram, eu li na Internet! Porque que a gente é pior? Pena é que estamos no pequeno prejuízo constante, mas..”)
- Nós podemos vender a empresa por 10 milhões facilmente, mas queremos crescer um pouco mais antes (”Eu li em alguma revista que alguém vendeu uma empresa parecida por 10 milhões, e tenho fé que conseguimos também! Só trabalhar um pouco mais no prejuízo sobre a grandeza do qual eu também menti na pergunta anterior..”)
- O mercado não estava pronto antes, mas agora temos uma oportunidade única (”Estávamos fazendo algo completamente inútil por 5 anos, e de repente apareceu algum tonto querendo comprar!”)
Em poucas palavras, dá para fazer um dicionário de como conversar com um CEO:
- Divide todas as palavras, promessas por 10, e depois por 10 de novo, para chegar perto da realidade.
- Avalie o sucesso da empresa pelo lucro e prejuízo (idealmente, avaliando o relatório financeiro completo e plano de trabalho), e não pelo que o CEO diz.
- Se o CEO diz “com certeza”, leia isso como “talvez”. Se ele diz “provável”, leia isso como “só por um milagre”. Se ele fala “talvez” então, nem com milagre :).
Original aqui: http://victorronin.com/2008/04/19/molochnye-reki-i-kiselnye-berega/
Teoricamente, quando um site disponibiliza um artigo em uma língua, e oferece tradução dele para inglês, os dois deveriam falar a mesma coisa?
Na teoria, sim. Agora na prática..
Achei uma notícia sobre Classmate PC na Rússia hoje, num site russo, na versão em russo e em portugues.
Esse é o conteúdo da versão inglesa (http://webplanet.ru/english/2008/02/07/intel_rus_en.html):
Intel announced today it is giving 2500 Classmate PC to schools in Russia in terms of Intel World Ahead program. Another 500 arriving at Ukrainian schools and 300 at schools in Kazakhstan.
Last year Intel was seeking Russian government’s support for another part of its global initiative, targeting school teachers. Its educational program on how to use technology in study process was presented in June 2006 at the economy forum in St.-Petersbourg. At the same time Intel’s ground in Russia was attacked by AMD, which claimed its competitor doubled governmental expends on hardware ever purchased for federal needs.
With 1 mln Asus Eee PC bought for Russian schools last year by Deripaska’s charity fund, Intel’s Classmate PC action might be either a miserable PR effort or a give-2500-get-a-federal-order demo.
E essa é a versão russa, com a minha tradução (http://webplanet.ru/news/gadgets/2008/02/07/intel_rus.html):
Hoje se deu início o novo programa filantrópico da Intel, que oferece notebooks ultra-baratos Classmate PC gratuitamente para os estudantes de Rússia, Cazaquistão, Ucrânia e Azerbaidjão. Em 2008 as escolas de Nizhnii Novgorod, Novosibirsk e Yaroslavl irão receber 2500, as escolas de Ucrânia - 500, e as de Cazaquistão - 300 computadores.
A cerimonia de abertura de ação filantrópica de bondade nunca vista antes se resumiu à entrega de 86 dispositivos para a escola número 8 na cidade Kstovo, perto de Nizhnii Novgorod. Nizhnii Novgorod, por sua vez, é uma das cidades favoritas da Intel - os funcionários da empresa serão localizados no parque tecnológico da cidade, “Ancudinovka”.
“A corporação Intel visa investir mais de 1 bilhão de dólares até 2010 para a realização da sua programa global Intel World Ahead, cujo objetivo é disponibilizar as tecnologias mais recentes e novos meios de educação para a população dos países sub-desenvolvidos no mundo inteiro” - isso é o que diz o press-release da empresa. Lembramos, que a Intel visa também ensinar os professores a usarem as tecnologias computacionais no processo de ensino primeiro (link para uma notícia que fala que o TTF da intel não teve sucesso na Rússia nos últimos 2 anos). É provável que esta iniciativa de “agradar” previamente o governo com as máquinas ultra-potentes poderá deixar os funcionários do governo, já amigos da Intel (link para um notícia que diz que, na compra de equipamentos de Intel, o governo perde entre 30% e 50% de dinheiro devido à fraudes e lavagem de dinheiro), deixando-os mais felizes ainda. Isso se torna mais interessante ainda, visto que tais funcionários são diretamente responsáveis pela realização de iniciativas zombificantes da Intel.
Também é interessante lembrar a história do surgimento do notebook “para crianças” da Intel. Por muito tempo a empresa estava competindo com a iniciativa de “um notebook por criança” (OLPC), frustradamente tentando vender os seus notebooks baratos no Brasil, sem nenhum sucesso. Devido a essas iniciativas, ela conseguiu entrar na lista de grandes empresas de TI que suportam o OLPC (link para notícia que conta que a Intel entrou para o projeto OLPC com o objetivo de tirar AMD do mercado).
Menos de seis meses depois, a Intel novamente brigou com o fundador de OLPC (link para a notícia que conta a notícia do desentendimento de Intel com OLPC), e saiu do projeto devido às acusações do Negroponte de que a empresa está tentando lavar o dinheiro com as ações filantrópicas (porém, alguns dias depois, a Intel foi implorada a voltar novamente para OLPC). O motivo principal do conflito foi o fato da Intel, além de participar de OLPC, estava vendendo os seus Classmate PCs por preços deliberados. E, logo no fim do janeiro, a empresa mudou o nome do notebook “educacional” para MiLeap X, e começou a vendê-los na India (link para notícia) - onde o governo rejeitou o OLPC, e, no lugar de milhões de computadores, comprados com o dinheiro do governo, no país chegaram apenas as demonstrações gratuitas.
Lembramos também que a Rússia recebeu uma oferta de venda de 1 milhão de computadores baratos Asus EEE (link para a notícia, que conta que os computadores serão comprados por US$ 199 cada um, sendo patrocinados por um fundo de investimentos, sendo que os primeiros 50k computadores serão entregues aos professores ainda nesse ano. Artigo também fala que a Rússia rejeitou o projeto OLPC, sendo que ele está parado já faz mais de um ano).
Tudo a ver… 
Por alguns meses fiquei pensando - para que servem os decorators em python? Ultimamente é fácil ver código do tipo:
@algum_metodo
def function(params):
____...
Aí hoje finalmente decidi descobrir como que isso funciona, e para que serve.
Em poucas palavras - realmente, decoratos são bem úteis. Eles não introduzem muitas novidades na linguagem, mas possibilitam evitar duplicação de código, e facilitar a implementação.
Por exemplo, suponhamos que precisamos rastrear todas as chamadas a uma de terminada função. Quais são as alternativas que temos?
- Mudar a função para ela fazer um print toda vez que ela é executada, e toda vez que ela termina;
- Fazer um wrapper para essa função;
- Usar um decorator.
Vamos pensar em uma função bem simples:
def minhafunc(s):
____print "<< %s >> " % s
Como que poderiamos fazer o wrapper para esta função esta função? Por exemplo:
def wrapper(func):
____print "entrando na func!"
____ret = func()
____print "saindo da func!"
____return ret
result = wrapper(minhafunc())
Obviamente, isso funciona.. Mas para funções bem simples.
Um outro jeito seria transformar função automaticamente:
def logger(func):
____def wrapper(param):
________print "entrando na func!"
________ret = func(param)
________print "saindo da func!"
________return ret
____return wrapper
minhafunc = logger(minhafunc)
E agora vem a parte “mágica”. Decorators simplesmente permitem com que você evite a transformação de python em LISP, tirando a necessidade de empacotamento explícito dessas funções. Em outras palavras:
@logger
def minhafunc():
...
faz a mesma coisa que:
minhafunc = logger(minhafunc)
só que logo após a declaração da função.
Só isso :). É claro, que tem várias outras utilidades os decorators - facilitar o uso de threads em PyGTK; facilitar desenvolvimento de código sincronizado, etc.
Sem falar que fica bem mais legível o código:
@synchronized
@logged
def minhafunc():
____....
P.S.: O wordpress, para variar, deixa zoado o código.. Mas logo-logo este site vai migrar para Django. Desde que aprendi a mexer com ele, a minha opinião sobre os frameworks web mudou.. e muito! 
Não sei se é internacional, mas na Rússia existia a crença de que todo ano bissexto (aquele que tem 29 dias em fevereiro) traz azar…
No meu caso, isso é a mais pura verdade. Todos os anos que eu me lembro - 2008, 2004, 2000, 1996, 1992, 1988 - foram extremamente difíceis e decepcionantes.
Neste ano já aconteceram coisas extremamente boas - viagem para Salvador, pessoas maravilhosas que eu conheci, projetos muito interessantes, mas… Também está acontecendo um tremendo baixo-astral.
Porém, tudo o que acontece na vida tem algum motivo. Então - pensamento positivo, e sempre em frente!
Never give up!
Never give in!
É nois!!
