Depois de apanhar muito do openoffice (tanto 2.4.1 quanto do 3.00_m6), decidi experimentar o IBM Lotus Symphony – conjunto de aplicações de escritório de IBM. Diz a lenda que ele é baseado no OpenOffice 1.1.
A alma corajosa que tem vontade de ver como que ele funciona, precisa passar por diversos desafíos:
- Primeiro, é necessário baixar um arquivo de 300MB, passando por diversas páginas que pedem seu registro no IBM.
- Segundo, é necessário dar um jeito de instalar o arquivo auto-executável que vem com alguns problemas embutidos (por exemplo, mktemp usa alguns parâmetros que o meu ArchLinux não suporta.. Por isso precisei extrair os arquivos na mão – nada que less + awk não resolva
). - Finalmente, tem que instalar ele.
Bem, neste item 3 que começam os problemas. A aplicação inteira é em Java. Se você achava que o OpenOffice é lento (nota rápida – OpenOffice 3 é MUITO mais rápido que o 2.4!), você vai se delirar com o Lotus Symphony. Eu acho que ele foi o 1o software que conseguiu travar o meu asus g1s (core 2 duo 2.0, 3GB de RAM) por mais de 1 minuto só para se iniciar.
Logo após iniciar, ele conseguiu se confundir internamente, mostrando diversos exceptions na tela (não no log, no meio da tela mesmo!).
Testando ele com os arquivos do OpenOffice e Office, também não consegui muito sucesso. Os arquivos .DOC/.ODT ele abriu certo. Mas com as apresentações ele se confundiu feio. Perdeu toda a formatação, fontes, itens, etc.
Visualmente, a interface dele é bem diferente do OpenOffice, e é parecida com o StarOffice original (tem tipo um menu “Iniciar”, e todos os documentos ficam abertos em tabs). O lado bom é que ele tem um menu com ações mais comuns de lado direito – algo que faz falta no OpenOffice.
Na tentativa de fechar os tabs ou sair, ele deu diversos exceptions e permaneceu aberto, não querendo abandonar este mundo cruel e injusto
. Ele também é praticamente impossível de ser iniciado a partir da linha de comando – o comando para iniciar a aplicação é: /opt/ibm/lotus/Symphony/framework/shared/eclipse/plugins/com.ibm.productivity.tools.standalone.launcher.linux.x86_1.5.0.20080827-1548/IBM\ Lotus\ Symphony
Resumindo, depois dessa breve experiência negativa que eu tive com ele, acabei voltando para o OpenOffice 3 que estava usando. Ele tem seus problemas existenciais (não tem dicionários, não tem como definir a língua do documento de jeito “convencional”, documentos ODF que ele salva são parcialmente incompatíveis com o OpenOffice 2 e 1), mas pelo menos dá para usar ele sem precisar ficar treinando paciência.
Infelizmente, até agora o Office 2007 da Microsoft é o melhor ambiente de escritório que já usei
. Tirando Latex, é claro, mas aí já é outra história..











